Boas Velhas

Bom, fiquei um tempão (tempão mesmo) sem escrever no blog. Um pouco, pelas minhas ocupações; outro pouco, pelo meu desânimo. Desânimo pela escassez de oportunidades.

Você aprende, aprende e sempre tem o que aprender. É da vida, já sei. Nós somos como anti-vírus de computador, todo dia temos que nos atualizar. Mas o mercado de trabalho quer um profissional pronto, ou pior, um estagiário pronto. Quer um aprendiz que já sabe tudo, esquizofrênico!Até recebi um email de uma pessoa do RH de uma empresa dizendo que não tinha vaga na sua enorme empresa, e que com o currículo que eu tenho eu nunca (descreveu meu destino) vou conseguir emprego uma empresa grande, e depois me deu algumas dicas de cursos(tá essa parte tudo bem).

As instituições públicas, responsáveis pela educação, cada dia mais irresponsáveis. Estudei, estudei e não passei nos concursos. E fui chamada de burra por isso. A forma que foram organizadas os concursos, isso ninguém deu bola. Sem falar da lambança dos contratos, alunos deixados de lado,etc. 

E a saúde, entre altos e baixos, pelo menos agora está tudo bem. Tratamentos frustrados que quase botaram minha saúde a perder. E decidi: vou me arriscar, cuidar de mim, sem perder aquilo que eu tenho de bom. 

Nada do que eu planejei foi dentro do esperado. Mas descobri e redescobri gostos, habilidades, pessoas.Se passei por tudo isso pra ter o que ru ganhei a pouco, valeu a pena.Desejo a todos um 2013 com boas novas e boas velhas a todos,pois o que é bom devemos tentar  conquistar e preservar!Imagem

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Tome um Cálice

Ultimamente ando com muito medo. Principalmente, de abrir a boca. Não só pelo o que eu como, mas também pelo o que eu falo.

Digo uma frase, entendem outra. Meus diálogos mais parecem letra de “axé music anos 90” de tanto duplo sentido. Bom, eu gosto de perguntar. As perguntas me dão mais certeza que as respostas. Alguns interpretam minhas perguntas como insegurança minha: pelo contrário, sinto-me mais segura quando questiono. Mania de buscar contexto para tudo…

Diante de tanta confusão sobre as coisas que falei; minha doutora, além de pedir dezenas de exames, receitou-me tomar bastante líquido. Isso mesmo, não deixar de tomar um cálice. Limpa a garganta, hidrata o corpo. Já decidi! Ficarei de repouso, quietinha, tomando cálice! Até a voz, o organismo, o espírito e a compreensão voltarem ao normal.

Procura-Se

Andei muito ocupada, cansada, tristinha e culpada por não escrever muito aqui. Melhor escrever alguma coisa sobre estes ultimos dias.

Procura-se:

Kaddafhi, Gaddafi, cadáver?

O assassinos da Juíza Patrícia Acioli e do menino Juan.

Algum responsável pela segurança e Justiça que não coloque a culpa na vítima.

Corrupto candidato à demissão.

O dinheiro aplicado nas obras para a Copa,

Aliás, a conclusão das obras para a Copa!

A educação das crianças e adolescentes briguentos dos vídeos do Youtube.

O  juízo das crianças assaltantes de São Paulo,

E o juízo de seus pais e responsáveis.

O próximo eliminado ou eliminada da Fazenda.

O próximo incluído numa fazenda: quilombola, agricultor familiar, sem-terra. Um incluído de verdade.

O término de contas a pagar este mês.

O final deste mês, que não termina nunca e tem mais de 30 dias.

Um bom esquema tático para meu time, que de preferência, tenha mais de uma pessoa  no ataque.

Eu disse: pessoa, espantalho não vale. 

Uma ilha deserta que não seja reinada por políticos corruptos, ou seja, espantalhos livres.

Alguém que não esteja gripado ou resfriado.

O fim do inverno e o início da primavera.

Uma notícia boa na mídia,

E mais um dia feliz na vida!

Síndrome do Popeye

Apesar de gostar de assistir ao desenho do Popeye, ficava muito incomodada com o fato do marinheiro conseguir vencer o Brutus somente após de comer o espinafre. Hoje, percebo que muita gente sofre da “síndrome do Popeye”. Não relaxa sem fumar(qualquer tipo de substância), não toma coragem de dar uma cantada sem “encher a cara”, não perde a timidez de dançar sem a “balinha”, não consegue dormir sem tomar uma centena de pílulas.

Certo, para nossa sobrevivência precisamos de alimentos e remédios que supram nossas necessidades físicas. Mas a alma, essa não curamos com nenhuma substância. Força espiritual, inteligência, coragem, alegria e bom humor não há porção mágica. Pena que nem todos entendem e passam por situações constrangedoras. Sair correndo da festa porque a bebida acabou e ninguém comprou mais; tirar nota baixa porque lembrou que esqueceu de tomar seu guaraná cerebral; procurar um local aberto para fumar (e que não seja proibido) e não encontrar, por exemplo (exemplos leves).

Por isso, sou à favor da independência de materiais que nos prendam, e afetam nosso poder de decisão (segundo Paulo Coelho). Usar o álcool e o cigarro de nicotina como argumento para a o uso legal da maconha, para mim, não serve. Pelo contrário, reforça minha opinião de que não precisamos de mais porcarias.