Novela: Concurso do Magistério do RS (mais um capítulo)

Vi na RBS justificarem  os 90% de reprovação pela queda na qualidade da educação. É, realmente!
Os alunos do Ensino Básico não têm boa educação.
Os alunos do Ensino Superior (professores) não têm ou tiveram boa educação.
Os que elaboraram as questões da prova objetiva não tiveram boa educação.
Os que elaboraram este concurso  não tiveram boa educação.
As autoridades que organizam a educação no Estado não tiveram boa educação.
Será que somos uma nação de jumentos? E agora?
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Estudos para o concurso do magistério RS

Coloco aqui um resumo do que eu estudei para o concurso do magistério do RS. Um pouco do que me irritou mais nestes meses de leitura.

Português

Metade das questões são de interpretação de texto. Só que o texto é repleto de espaços em branco para completar com palavras. A outra metade são de perguntas que dão “pistas” sobre quais palavras completam o texto. Pode ou pôde? Ascender ou acender (subir de cargo profissional ou a subida de valor da conta de luz por conta da ação de manter  a lâmpada ligada sempre)? A ou à? Veado ou “viado”? Ou seja: é preciso adivinhar o que está escrito no texto para compreendê-lo. Se não adivinhar palavras, nem entender o texto: prova zerada!

E aquela tradicional pergunta: encontre o sujeito na frase  “A Igreja está enfeitada!” O sujeito? Esta dentro da Igreja, só pode! Para se dar bem na prova de português é necessário bisbilhotar a vida de estranhos. Por esse motivo, os fofoqueiros gabaritam a prova!

Legislação

Constituição Federal

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

VIII – piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)

Tem mais:

Em 16 de julho de 2008, a Lei 11.738 instituiu o piso salarial nacional para os professores da rede pública da educação básica. União, estados, Distrito Federal e municípios não poderão fixar vencimento inicial das carreiras do magistério, para a jornada de 40 horas semanais, abaixo desse patamar.

Será que isso vai cair na prova? Será  a piada do ano se cair. Senão, nada mais do que uma constatação de que o Governo do Estado não sabe ou finge desconhecer a Lei.

Conhecimentos Pedagógicos

Construtivismo, multiculturalismo, avaliação, psicologia, interdisciplinaridade,educação inclusiva, PCN, Piaget, Vgostky, Emília Ferreiro, Paulo Freire… E depois, dizem que pedagogo não lê nada. Bah! se isso é falta de leitura, imagine o que é ler!

História do Brasil

Nos livros didáticos, o indígena  aparece. Mas tem que dividir página com Pedro Álvares Cabral. É brabo! Os mais generosos dedicam um capítulo inteiro para eles (geralmente no início do livro). só que dá uma sensação de que os indígenas desapareceram junto com dinossauros. E eles estão entre nós. Na Floresta Amazônica? Ué, sabia que o centro de Porto Alegre era uma selva, mas de pedra!

História do RS

Todo texto (didático) sobre Rio Grande do Sul a penas cita a Guerra Guaranítica, fala da Guerra dos Farrapos e alguma coisa sobre Chimangos e Maragatos. Há pouco até passaram a  abordar sobre a legalidade (posse de Jango). Mas e o que aconteceu antes e depois desses fatos? O Brizola apenas ajudou o Jango e mais nada? E os outros governadores: o que fizeram? Tanto a se pesquisar e refletir.

Piso do Magistério no RS

Percebam a diferença:

Sem Novidades

Faz tempo que não escrevo algo que preste. Também, sem trabalhar, sem cursos, há uma semana em casa. Pois é!

Fiz mil planos para o período pós-trabalho: passeios,compromissos,tarefas. Alguns, já consegui ao menos tentar colocar em prática. Tudo bem. Mas uma coisa é certa: nunca estamos completamente satisfeitos com nosso atual estado. Os estressados querem descansar, os descansados querem trabalhar; os solteiros querem arrumar alguém, os compromissados querem se libertar e voltar ao passado livre. Só não vi ainda o tão comentado louco que rasga dinheiro: já vi loucos jogarem dinheiro fora de várias formas, mas rasgando e jogando no lixo eu ainda espero para observar este acontecimento histórico!

Então, assisto TV. E pior: começo a pegar a mania das personalidades que lá aparecem. Exemplo: adoro a novela das seis, a Vida da Gente. De tanto ver a protagonista da novela dormindo, agora quero dormir o dia todo! Depois do café, depois do almoço, meio da tarde, depois da própria novela. Sono demais. Para resolver a questão, já tomei uma providência: não assisti o capítulo do sábado. Funcionou, fiquei com menos sono no fim de semana, justo o período mais apropriado para tirar um cochilo. Em compensação, tive alguns chiliques e  ando gritando por qualquer coisa, desde que vi o último capítulo da novela das nove com a personagem Teresa Cristina. Por que será? Por isso,abandonei a TV. Agora estou lendo um livro do Luis Fernando Veríssimo para ver se eu me apego a personagens  mais divertidos e interessantes!

Vejo as notícias da minha cidade, e me apavoro! Para quem não sabe, a prefeita e o vice do município sofreram impeachemant. Motivo: teriam cometido cerca de dez, onze crimes. Aumento de dívidas com diversas instituições públicas e privadas, instituição de cargo para amigos, e etc. Nesse caso, etecétera mesmo! Pois cada vez que você pergunta sobre o assunto a quem denunciou e aos acusados, sai uma resposta diferente. Quem denunciou não sabe explicar por que acusou, quem foi acusado não sabe explicar como as denúncias chagaram a tal ponto. E a votação pra lá tumultuada! Bom, na brincadeira, ficamos com o Presidente da Câmara quebrando galho.

Bem ingênua, pensei: vamos escolher um novo prefeito, não podemos viver de improviso, né? Ainda mais que tem mais de um ano de mandato pela frente. Até tirei o pó do meu título de eleitor, bem faceira. E quando vejo, eleições indireta, e pior, com chapa única. Minha cidade, grande metrópole, com uma eleição digna de síndico de condomínio decadente! E o município está com uma prefeitura de chapa única, mais improvisada ainda do que antes.

E essas foram as minhas novidades, ou melhor, as não-novidades!

Mapa

Oi! Fiquei fora por um tempo, para tratar de alguns assuntos. Um deles, tem a ver com meu trabalho na  equipe da 8ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul “Ensaios de Geopoética”. Será de 10 de setembro a 15 de novembro de 2011 em Porto Alegre. Lugares principais: armazéns do Cais do Porto, MARGS, Santander Cultural; sem contar alguns lugares da cidade onde terá uma exposição; e a Casa M que é um novo espaço cultural da cidade dedicada à Bienal. 

O tema principal desta Bienal é a questão do território; e a forma artística de observá-lo. Onde estou? O que faço aqui? São perguntas frequentes, tentamos sempre desvendar a realidade e os sonhos. E o bicho-papão chamado globalização? Pertinho da gente, mesmo assim, considerado estranho.

Na tentativa de compreender o espaço, inventamos o mapa. Nada como uma imagem do lugar onde estamos, como um espelho ou uma caricatura do nosso cantinho. O mapa não é apenas uma orientaçao, mas também uma interpretação dos lugares que observamos.

Podemos mapear as nossas vidas também? Refletir sobre os obstáculos que passamos, conquistas, coisas que pouco conhecemos de nós mesmos. Família, amigos, perigos, com direito a  legenda com muitos símbolos e muitas cores. Quanto mais experiente e auto-conhecedor, um mapa mais detalhado: um google earth!

Quando se sentir desorientado ou  achar um tempo para pensar na vida, faça um mapa!

Menos gráficos e mais corações

Neste mundo tumultuado, todos somos considerados números. É fato. Fazemos parte de estatísticas, dados, notas, metas, códigos, senhas.

E não há problema porque os números são uma forma de nos percebermos enquanto gente e de organização na vida.  Mas tratarmos os outros como apenas números, não! Para compreendermos os números é necessário humanizá-los.

Eu, como profissional da educação, vejo que esta questão é muito tratada numericamente. Número de alunos e professores, faltas e presenças, escolaridade. E, como se não bastasse; esse dados ainda são questionados sobre sua veracidade. Alunos e professores realizam provas para comprovar ao governo que realmente sabem e fazem.

Neste próximo Dia do Professor, gostaria que o povo valorizasse mais os professores. Nem coitado, autoritário, ou invisível. O professor é responsável por muitas coisas, mas não por todos os problemas que existem.

Menos gráficos e mais corações!

Meu desabafo de professora, no meu futuro segundo Dia do Professor! Homenagem à Secretaria de Educação de Gravataí, setor ProJovem Urbano; cuja preocupação me inspirou nesse texto.