Propostas Nacionais

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Olá!

Antes do texto, informo a vocês que não estou mais no trabalho que contei no último texto. Mas não se preocupem: não vou largar o blog por isso. Dentro do possível continuarei escrevendo. Fiquei triste, mas já estou melhor.Só escrevo agora porque ainda estou digerindo tudo o que aconteceu neste último mês, tanto na minha vida quanto na vida dos brasileiros…

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Purpurina dá brilho, mas não esconde um objeto; pelo contrário, faz ele aparecer ainda mais. Organizaram vários eventos culturais mundiais no Brasil com o intuito de desviar dinheiro público. E as grandes estruturas desses eventos (estádios, estradas, obras em geral) mostraram que nosso país não é pobre, não, é riquíssimo. E através dessa observação que o gigante acordou: não é falta de verba, é a corrupção e a falta de boas administrações!

O povo saiu para protestar, convocado pelas redes sociais.Primeiramente, os estudantes que pediram queda no preço da passagem de ônibus. Sim, porque uma das maiores promessas dos políticos para 2014 era o de proporcionar transportes de primeiro mundo à população. E tudo o que conseguimos foi o aumento no preço da passagem e diminuição de frota dos ônibus. As autoridades, a polícia e a imprensa no início não entenderam tamanha rebeldia (aliás, parece não entender até agora).Achavam que se tratava de mais uma greve sindical qualquer. Coisa de quem não tem o que fazer. Trataram -todos- os manifestantes como bandidos. Depois, perceberam o desabafo do povo.De tanto que o pessoal reclamou, começaram a separar a mutidão em: manifestantes e vândalos.

Depois, a resposta do governo. Silêncio,Copa das Confederações. Então, ouvimos gritos ainda maiores. Com o mundo olhando o país, os protestos só aumentaram. E os desejos também. Saúde, educação, melhor salário mínimo, não à PEC  37, não à Cura Gay, enfim, tudo.Vivemos uma espécie de Ano-Novo, com muitos “pulos de ondinhas”, união e pedidos. Até os mais inusitados: governo militar(como em 64, acredite!), eliminação total dos partidos políticos, fechamento do Congresso Nacional. Então, notou se o problema da “falta de foco” e as reclamações: não foi um movimento organizado, não há líderes, os bandidos que aproveitam pra cometerem crimes durante os protestos.

As autoridades saíram do estado de inércia: reuniões entre os governos e administrações. Baixaram os preços das passagens, mas não conforme o desejo das multidões. O governo federal propôs planos de transporte e político, além de um plebiscito para reforma política do país. E as manifestações continuam, pois o futuro prometido ainda não aconteceu.

Agora eu pergunto, o que queremos para o Brasil?  Falam tanto em plesbiscito ou referendo (a tal da diferença entre o charme e o funk). E o Orçamento Participativo (Consulta Popular ou outros nomes)? Praticado, inicialmente em Porto Alegre, e depois noutras cidades e até no Estado do RS. A população local (bairro,ccidade,região) sugere como o governo deve aplicar a verba, quais obras são mais importantes, principais projetos. É bem verdade que para dar certo, é necessário que o governo cumpra com aquilo que o povo sugeriu(o que não é realizado em muitos lugares). Mas já que a Dilma não sabe o que perguntar (não sabe o que fazer,não sabe nada), então deverá ouvir a população por completo. Deixar nas mãos do povo, de verdade.

Marcha Soldado!

A moda agora é marchar, depois dizem que o povo brasileiro é acomodado, será? A marcha é uma arte que requer ordem e objetivo. Protestar à favor de menos impostos é importante por exemplo. Mas é muito difícil enxergar a melhor forma de diminuir os impostos, quais deles modificar, aliás, o povo nem tem noção do quanto paga. Só sabemos que seria bem melhor viver sem pagar muitas taxas, juros e impostos. Protestar sobre algo que se conhece pouco é muito difícil e as chances de dar certo também.

Ah, protestar é chato e não adianta nada? Não, acomodados, não é motivo para frustração e indiferença. Lembrem: ordem e objetivo. Se eu sei que o presidente Collor e seus companheiros roubam, então chego à conclusão de que a situação só melhora com a saída de todos os envolvidos. Estudo,ensaios, treinos e “bora marchar”!

Devemos marchar por tudo aquilo que nos incomoda. Mas, para isso, precisamos nos conhecer melhor: coisas fúteis são diferentes dos verdadeiros obstáculos. Auto conhecimento, conhecimento da sociedade e do planeta. Não é apenas pensar no proibir ou liberar. É refletir sobre as consequencias das nossas ações ou na falta delas.

Obs.: o golpe de 1964 teve apoio através da Marcha da Família. Pense nisso.

Olhar Diferente

Sempre tive um olhar diferente para as coisas da vida. De enxergar arte numa rachadura da parede, poesia numa pichação ou música num murmúrio de um surdo-mudo. 

Nem por isso, gosto de tragédia; também não tenho prazer em sofrer. Posso reclamar do que é ruim, mas sabendo o que é bom. Exemplo: exclamar que não tem nenhum sapato bonito pra sair, e não ter ideia de qual sapato seria perfeito para seus pés (tá, confesso que esse exemplo já aconteceu comigo!). Não existe protesto com cartazes em branco, portanto: é importante, escolher o foco,o objetivo.

Um no Novo com olhar diferente: um novo olhar para as coisas boas; e as coisas ruins vistas sob um novo olhar!