Manual de boas maneiras literárias!

Curtiu ou Não Curtiu?

Livros.Curtiu ou Não Curtiu?

1)Leia o livro;
2)Pense sobre o que leu. O que achou da história? Ações e pensamentos dos narradores e personagens. Mensagens possíveis da obra;
3)Faça uma crítica sobre a obra, sua opinião a respeito;
4) Se gostou, indique o livro para os amigos e conhecidos. Se não gostou, não queime, rasgue ou jogue fora. Guarde-o, para depois provar para os amigos que o livro é ruim pra caramba mesmo;
5)Procure ler outros livros tão bons ou melhores que o último de leu. Não se limite, dê mais chance aos bons momentos.

Sem Novidades

Faz tempo que não escrevo algo que preste. Também, sem trabalhar, sem cursos, há uma semana em casa. Pois é!

Fiz mil planos para o período pós-trabalho: passeios,compromissos,tarefas. Alguns, já consegui ao menos tentar colocar em prática. Tudo bem. Mas uma coisa é certa: nunca estamos completamente satisfeitos com nosso atual estado. Os estressados querem descansar, os descansados querem trabalhar; os solteiros querem arrumar alguém, os compromissados querem se libertar e voltar ao passado livre. Só não vi ainda o tão comentado louco que rasga dinheiro: já vi loucos jogarem dinheiro fora de várias formas, mas rasgando e jogando no lixo eu ainda espero para observar este acontecimento histórico!

Então, assisto TV. E pior: começo a pegar a mania das personalidades que lá aparecem. Exemplo: adoro a novela das seis, a Vida da Gente. De tanto ver a protagonista da novela dormindo, agora quero dormir o dia todo! Depois do café, depois do almoço, meio da tarde, depois da própria novela. Sono demais. Para resolver a questão, já tomei uma providência: não assisti o capítulo do sábado. Funcionou, fiquei com menos sono no fim de semana, justo o período mais apropriado para tirar um cochilo. Em compensação, tive alguns chiliques e  ando gritando por qualquer coisa, desde que vi o último capítulo da novela das nove com a personagem Teresa Cristina. Por que será? Por isso,abandonei a TV. Agora estou lendo um livro do Luis Fernando Veríssimo para ver se eu me apego a personagens  mais divertidos e interessantes!

Vejo as notícias da minha cidade, e me apavoro! Para quem não sabe, a prefeita e o vice do município sofreram impeachemant. Motivo: teriam cometido cerca de dez, onze crimes. Aumento de dívidas com diversas instituições públicas e privadas, instituição de cargo para amigos, e etc. Nesse caso, etecétera mesmo! Pois cada vez que você pergunta sobre o assunto a quem denunciou e aos acusados, sai uma resposta diferente. Quem denunciou não sabe explicar por que acusou, quem foi acusado não sabe explicar como as denúncias chagaram a tal ponto. E a votação pra lá tumultuada! Bom, na brincadeira, ficamos com o Presidente da Câmara quebrando galho.

Bem ingênua, pensei: vamos escolher um novo prefeito, não podemos viver de improviso, né? Ainda mais que tem mais de um ano de mandato pela frente. Até tirei o pó do meu título de eleitor, bem faceira. E quando vejo, eleições indireta, e pior, com chapa única. Minha cidade, grande metrópole, com uma eleição digna de síndico de condomínio decadente! E o município está com uma prefeitura de chapa única, mais improvisada ainda do que antes.

E essas foram as minhas novidades, ou melhor, as não-novidades!

Quando as mágoas se transformam em sorrisos

O brasileiro sempre foi famoso por saber rir de si mesmo. Porém, notamos um crescente número de pessoas ofendida com  discursos, críticas e até com piadas. Quando o  objetivo delas é somente chamar atenção, ser o centro das atenções e humilhar o resto, a reclamação é válida. Mas temos que ter o cuidado de não julgar. As descrições podem ser interpretações, as críticas podem ser sugestões.

Quando rimos de alguma coisa, ou rimos do que  bom e legal; ou rimos do desagradável que é ou foi superado. Brigas, transtornos no trânsito, e até dores viram motivo de piada. Como? Através da reflexão: quando pensamos melhor no assunto, vemos as coisas com menos desespero e conseguimos enfrentar os obstáculos da vida a ponto de rir. Porém, cuidado: sorriso não é sinal de acomodação e de gosto do sofrimento. O sorriso é uma espécie de resposta às situações que procura amenizar o sofrimento. Eu posso não gostar de pagar muitos impostos, dizer que a quantidade delas é “maior que esperança de pobre”, dar uma risada do ditado popular mais sem graça da humanidade;  e nem por isso, deixar de lutar por menos impostos.

As pessoas andam com menos paciência e tolerância: não aceitam ideias estranhas, críticas, análises e nem mesmo uma descrição material de algo. O resultado disso é o aumento de processos judiciais em torno de bobagens que poderiam se resolver num simples acordo ou diálogo. O Collor e o seu vizinho é que faturam com as próprias mágoas ganhando polpudas indenizações. Rir de si mesmo não é aceitar ,mas sim, superar e vencer.