Praia de Pobre

Praia: Lugar ideal para descansar, porém onde acontecem as maiores confusões.

Viagem: passageiros além da conta; bagagem excessiva ou pequena demais (do time do “sem lenço,sem documento”); percursos obvios, mas nem por isso,deixam de ser terríveis!Longa viagem.

Casa, “apertamento”,pousada,hotel,barraca,etc.: Para achar é aquele dilema. Não era tão perto quanto pensava. Sinta-se em casa, de estranhos, certo! Fartura: “farta” talher, “farta” balde, “farta” água, “farta” tudo.Lembra do item anterior, bagagem? Você só se lembra nessa hora daquilo que não trouxe. Suas costas sentem falta do colchão da sua cama e você reclama dos mosquitos. Para ligar o fogão, geladeira, qualquer outra coisa tem o tal do jeitinho (coisas usadas). A barraca demora para ser montada: na montagem de uma, sempre se arma um outro tipo de barraca para isso (confusão, briga, xingamento, porrada).No hotel tem a vantagem de não precisar fazer serviço, mas lembre-se que isso tem um preço depois.Não se surpreenda se encontrar alguma coisa que não funcione por lá.

Comida: se tiver que gastar, gaste. Porque improvisar na comida nem sempre dá certo. Improvisar para você é uma coisa, improvisar para sua família de 15 pessoas e 20 convidados é outra. E agradar a todos: uns não gostam de tempero verde; não gostam de tal parte da carne; e os que gostam, mas a saúde não permite que comam e bebam. Se você trás comida de casa, chega estragada. Se compra, paga os olhos da cara pra não ter que comer apenas com eles mesmo. Se é gostosa ou não: depende da fome e da sorte. Bebidas: idem, sem contar os excessos. Ver quantidade: se faltar, o bicho pega!

Praia: roupa de banho, protetor solar, guarda – sol, esteira, cadeira de praia, balde para as crianças, bola para os que querem se divertir. Outras parafernalhas só para quem quer se incomodar e incomodar os outros. A luta para encontrar um lugar vago: perto do mar (para vigiar crianças e companheiros) e longe do mar (para não ser levado pelas ondas e nem pisoteado pelos que caminham na beirada), além de espaçoso para não bater em ninguém e não levar bolada.

 Banho: merece um capítulo especial. Tirar a areia do corpo requer técnica e elegância, coisas que a maioria não tem. A mangueirada básica na entrada para tirar o excesso que nunca sai. As mães mais práticas banham seus filhos na entrada mesmo para não gastarem mais água e tempo. Areia por todo o banheiro. Areia que não sai da roupa de banho. Se não tiver xampu ou sabonete, use o do próximo. Privacidade? Esqueça até notar que alguém te espiando.

Obs.: Esse é o diário da praia de pobre.Tem muito mais assunto: diversão, dinheiro, transporte, mar, pessoas. Estou em Cidreira/RS, mas isso se passa por várias outras praias.

Um abraço e boas férias.

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